Just in Time

Archive for the ‘amor’ Category

…o destino age como se fosse acaso
quando no nosso caso já estava escrito…

– Cah Morandi

Queria eu poder estar contigo
para que soubesses o quanto te amo.
Queria eu poder te abraçar,
sentir teu calor, sentir o teu corpo,
cair em teus braços, sentir teus abraços,
poder sussurrar em teu ouvido
palavras de amor,
e ao olhar em teus olhos
poder ter a certeza de que tu tambem me amas.

Queria eu poder sentir a pureza de teus beijos
que como o mais seleto vinho
inebria e aquece o coração dos apaixonados.

Queria eu poder estar contigo
para que soubesses que és minha dádiva,
minha benção
e poder dizer baixinho em teu ouvido: Te amo.

Post sugerido pelo Jhon Bermond.
Ele manda, eu obedeço. rs

Querido Caio,

Decidi liberta-lo. Decidi esquece-lo. Amar é isso, não é? Abrir mão de si mesmo em função da felicidade do outro. E no fundo não ia dar certo mesmo. Justificativa e negação são sintomas do fim de qualquer coisa. Tinha que terminar um dia, não tinha? Então foi uma boa hora, porque ainda o amo. E é tão triste terminar quando já não se tem nem mais respeito pelo outro, a gente fica acabado, aquele sentimento de frustração, de que perdeu um tempão da vida. Mas viveu, ao menos. Justificativa e afirmação são sintomas de quem está no caminho de superar toda a história. Afinal, não havia planos pro futuro. A história toda não tinha futuro. E o futuro, uma hora tinha que começar. Sem ele, obviamente. Mas então eu pergunto, se só existem razões boas, se o amor é pra nos elevar, por que dói tanto?

Lágrimas, F.

 – Poetriz

– – –  

“Hoje, eu ouço as canções que você fez pra mim
Não sei por que razão tudo mudou assim
Ficaram as canções e você não ficou”

Mal acordei hoje porque mal dormi. Pisco o olho e vejo seu rosto. Fecho os olhos e seu olhar assustado me olhando, ontem à noite, não me sai da cabeça. E se você quer saber, tá foda mesmo. Tá foda ter que fingir que eu não to nem aí se te vejo com outra. Tá foda esperar por uma ligação que nunca acontece. Tá foda não poder te ligar porque meu orgulho idiota não deixa. Tá foda saber que você não me liga porque seu orgulho muito mais idiota que o meu não deixa. Tá foda agüentar a sua covardia e muito mais a minha que só conseguiu juntar algumas palavras toscas e escrever um texto. Tá foda fingir pra mim mesma que não tá foda toda vez que eu te vejo. Tá foda até quando eu não te vejo.

Eu não sei quantos anos a gente finge que tem, mas a gente não é adulto o suficiente pra conversar como deveria. Eu não sei o que essa merda desse orgulho idiota faz na vida da gente que não deixa a gente ser a gente e simplesmente viver. Que não deixa a gente se entender. Que não deixa a gente se querer mesmo sem entender. Eu não sei e se soubesse também não saberia explicar. O que eu sei é que tá foda te ver e não poder te querer. Ainda ter seu telefone e não poder te ligar. O que eu sei é que por meia dúzia de atitudes idiotas, a gente nunca mais se falou. Meia dúzia e duas pessoas idiotas.

Isso não combina comigo. Fingir que nada aconteceu, fingir que não te conheço, fingir que não te vejo e fingir que não te quero. Pro inferno com esse negócio. Já devo ter te contado que sou péssima atriz. Finjo pra mim mesma e nem eu acredito. E não acredito que você não me quer mais. Não acredito que você me viu ontem e não sentiu um friozinho na barriga. Não acredito que você só me quis por causa da minha barriga. Não acredito que a gente daria certo por mais que uma noite de festa. Não acredito na gente, na verdade. E, mesmo assim, não acredito que seja o fim.

Na verdade, não sei mais em que acredito. Eu, que já acreditei em você, não acredito em mim mesma escrevendo esse texto. Eu, agora, nada sei, só sinto. E o que eu sinto é que eu engasgo com a respiração quando você passa do meu lado. Sinto que o homem forte que você é fica sem saber o que fazer quando me vê. Sinto muito, mas a gente ainda sente. E acho que se não sentisse, a gente deixaria a porra do orgulho de lado. Sinceramente, você nunca foi meu homem-objeto como você pensava. E, no fundo, eu sei que não fui só um corpo que te fez companhia nas festas onde você nunca precisou de mais nada além da sua vodca com energético. Você sempre foi uma boa companhia e um papo inteligente. Eu sempre fui uma piada nos momentos trágicos e um carinho no seu cabelo. E, por mais que eu nunca tivesse acreditado num final feliz pra gente, eu nunca imaginei que o desfecho fosse esse. Nunca imaginei que nosso orgulho fosse separar a gente.

– Brena Braz

“… é muito bom saber que a nossa amizade é tão pura, tão perfeita, tão equilibrada, é um presente mesmo essa nossa união. Lembro a época que eu, bancando a lúcida, achava que um dia isso ia acabar… Nunca foi tão bom estar errada! Amo vocês, individualmente e coletivamente. Nathy falou sobre paixão de amigo. Eu amo e estou apaixonada! Detalhe: é tão tão bom compartilhar esse momento da minha vida com vocês… Gostaria de retribuir um dia a felicidade e a segurança que vocês me proporcionam, muita gente não deve entender por quê eu me mantenho tão bem, mas é que eu tenho motivos, fazer o quê?…”

e-mail da Thaís

“… acho que vocês não imaginam o quão importante vocês são na minha vida (digo isso mesmo, na vida, e por inteiro) a ponto de querer sua presença em vários momentos do dia, seja pra rir de coisas muito engraçadas (e muitas vezes faço papel de palhaço por rir sozinho), seja pra desabafar ou seja somente pra conversar mesmo. Enfim, tornei-me dependente de vocês, e cada um é culpado por isso….”

e-mail do Dante

“…eu sei que em vcs encontro uma felicidade verdadeira! e eu sei tbm que msm se eu brigar com algum vou perdoar no dia seguinte!!! quer dizer nao vejo jeito de ter fim!! msm se um dia alguem se afastar nós vamos continuar sendo amigos no coraçao quando lembrarmos de como era bom tudo o que faziamos!!
AMO vcs portos seguros!…”

e-mail da Josi

“…estão dizendo que hoje é dia do amigo. Achei uma boa oportunidade pra reafirmar o que, de alguma forma, estou sempre demonstrando: que eu amo vocês. Adoro ver surgir essa nova pessoa toda vez que estamos juntos, como se criássemos uma nova coisa a partir do melhor quinhão de cada um. É isso que percebo e acho lindíssimo. Sempre converso isso com vocês, sobre o quanto é importante estar junto de quem te permite ser o que você mais gosta de ser, e esta consciência se solidifica cada vez mais….”

e-mail do Xande

 

FELIZ DIA DO AMIGO!

Hoje me vejo procurando um novo caminho e sei que será longa a estrada. Até encontrar quem perceba que a minha urgência nada mais é do que a urgência de ter calma. Até encontrar quem realmente me veja.

– Cristina Guerra

E é com leveza sublime e felicidade religiosa, de quem muito acreditou num milagre, que olho nos seus olhos hoje em dia. É com maquiagem adulta e salto fino de mulher que depois de tantos anos fui virar sua menina. É estranho, e delicado, e prazeroso, e engraçado. É tão intimista e complusivo ter você, finalmente, a meio centímetro de mim.

E dói a barriga, dói a cabeça, dói o peito. Dói, dói, dói, dói tudo a cada vez que eu tento pensar em você. Dá um nó no estômago de pensar que o mundo deu tantas voltas e foi parar de novo bem aqui, nesse ponto mal acabado da nossa história. Essa história louca que não tinha tido um fim pelo simples fato de que nunca tinha tido um começo.

E o começo começou bem no começo do meu desprendimento. Finalmente eu pude ver o final das coisas que finalizavam qualquer hipótese de um dia haver um final feliz com você. Porque eu era criança, eu era lilás, eu sorria de peito aberto pro mundo. E você era marmanjo, era irmão mais velho, era primo postiço achando que meu amor era adolescente. Eu sentava no chão da escola e olhava o jeito que você olhava todas aquelas meninas que nunca me olharam. Você sentava do meu lado e fraternalmente me abraçava. O meu coração explodia, mas minha alma nunca gozava.

E aí você namorou, e namorou, e namorou… E eu sempre fiquei namorando a hipótese de um dia namorar você. Procurando em todos os namorados que tive a delicadeza que era sua, o carinho fraterno que moveu a minha admiração adolescente durante todos aqueles anos confusos de auto-conhecimento e baixa auto-estima. Por mais distante que fosse a minha lembrança, nada nunca arrancou do meu coração calejado a infância cor-de-rosa que eu tive com você.

Pode parecer estranho, e meloso, e piegas. Pode parecer mentira, e exagero, e perfeição demais. Pode parecer carência, e ilusão, e passado. Pode parecer rápido, e confuso, e futuro. Pode parecer tanta coisa junta que pra mim já não faz diferença. Pode parecer tanta coisa e todas essas coisas serem mentiras separadas que formam a minha verdade universal.

E você pode ser de uma delas, você pode ser só dela, você pode ser só seu. Nós podemos ser o que nós quisermos e podemos continuar sendo um do outro. Eu posso escrever um livro, virar redatora, virar gente grande de verdade. Nós podemos ser o que sempre fomos e só nós dois sempre soubemos. Você pode ser o doutor para todos os outros, mas pra mim você nunca vai deixar de ser o moleque que me arranca o bico da cara e me tira a pose do corpo. Nós podemos fingir que não estamos tocados e seguirmos nossas vidas paralelamente só pra não variar o nosso conhecimento mútuo. Mas ainda que isso aconteça nada tira da minha cabeça que valeu a pena esperar esse tanto, e que, se fosse preciso, eu esperaria tudo de novo.

– Rani Ghazzaoui