Just in Time

Archive for abril 2010

Oi amigos! Hoje eu to afim de comemorar e dividir uma coisa com vocês: ontem o /beforeesunsett recebeu 374 visitas! Gente, eu disse ONTEM, somente ontem entraram aqui neste meu singelo blog 374 vezes!!! Dá pra acreditar?

Sei que posto pouco, as vezes fico semanas sem postar nadinha e mesmo assim o número de visitas é sempre alto e isso me deixa muito feliz. Só não fico mais feliz porque cadê os comentários galera?

O cometário é uma das partes mais importantes de um blog, ele cria a interação entre quem posta (EU) e quem lê (VOCÊ!!!), motiva o blogueiro a escrever cada vez mais e melhor, ajuda na criação de idéias pra novos posts…entrar num blog e não comentar é a mesma coisa que ir no banheiro e não puxar a descarga… portanto, critica, elogia, dá ideia, mas não passa por aqui em branco não, quando eu recebo um comentário novo dá tanta vontade de postar de novo!!! QUEM AMA COMENTA! =)

 Beijos, Nathy.

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Você foi covarde. Seu amor é forte, seu corpo é fraco. Você foi covarde como tantas vezes fui por acreditar que a coragem viria depois. A coragem não vem depois. A coragem vem antes ou não vem.

(…)

O que é imenso é estreito. O que é infinito fecha. Até o oceano tem becos e ruas sem saída. Até o oceano.

Sua esperança não diminui a covardia. Quer um conselho? Finge que a dor que sente é a minha para entreter sua dor. Saudades ficam violentas quando mudamos de endereço. Saudades ficam insuportáveis quando mudamos de sentido. Você confunde sacrifício com covardia. Compreendo. Eu confundo amor com loucura. Cada um tem seus motivos, sua maneira de se convencer que fez o melhor, fez o que podia. Você me avisou que não tinha escolha. Nunca teria escolha. Você foi educada com a vida, pediu licença, agradeceu os presentes. Confiou que a vida logo a entenderia. E cederia. Engoliu uma palavra para dormir.

Não serei vizinho de seu sobrenome. Seus nomes esperam um único nome que ficou para trás. Você não desencarnou, não se encarnou, deixou sua carne parada nas leituras. Morrer é continuar o que não foi vivido. Vai me continuar sem saber.

Você foi covarde. Com sua ternura pálida, seu medo de tudo, sua polidez em cumprir as promessas. Você não aprendeu a mentir. Tampouco aprendeu a dizer a verdade.
O dia está escuro e não soprarei a luz ao seu lado. O dia está lento e não haverá movimento nas ruas. Você não revidou nenhuma das agressões, não revidará mais essa. Você foi covarde. A mais bela covardia de minha vida. A mais comovida. A mais sincera. A mais dolorida. O que me atormenta é que sou capaz de amar sua covardia. Foi o que restou de você em mim.

– Fabrício Carpinejar

“…Descobri, enfim, que o amor não é um estado da alma e sim um signo do zodíaco. Virei outro. Tratei de ler os clássicos que me mandaram ler na adolescência, e não aguentei. Mergulhei nas letras românticas que tanto repudiei quando minha mãe quis me forçar a ler e gostar, e através delas tomei consciência de que a força invencível que impulsionou o mundo não foram os amores felizes e sim os contrariados. Quando meus gostos musicais entraram em crise me descobri atrasado e velho, e abri meu coração às delícias do acaso.”

– Gabriel García Marquez