Just in Time

Archive for outubro 2008

Acabo de chegar em casa e ver tudo diferente. Ainda estou fechando os olhos e tentando encontrar a parte mais quente das suas costas. Ainda estou com este riso bobo na cara, matando a saudade de ter quinze anos e uma vida linda pela frente.
Pode ser mesmo que isso passe, pode ser que amanhã eu acorde e você tenha ido embora. Ainda assim, ainda que amanhã chegue para estragar tudo, poder chegar em casa e ver tudo diferente já são milhões de quilômetros rodados. Zilhões.

Você não sabe, nem sonha, mas você acaba de zerar minha vida. Você acaba de zerar tudo. Com a parte mais quente das suas costas, com o seu medo de beijo na orelha e com o seu jeito de se desculpar por falar demais e balançar os pés, você acaba de me salvar.

Este texto é pra te falar uma coisa boba. É pra te pedir que não tenha medo de mim. Sabe esses textos que eu publico aqui falando putaria? Sabe esses textos falando que eu sei disso e sei daquilo? Eu não sei de nada. Eu só queria ser salva das pedras, eu só queria aprender a pegar carona nas ondas. Eu só queria poder chegar em casa e ver tudo diferente. Ver tudo bonito. Ver tudo como de fato é. E você salvou minha vida. O mundo está lindo. Não tenha medo de mim.

Eu só queria que esta minha vontade de perdoar o mundo durasse. Hoje eu não odiei o Bradesco, a Vivo, meus pais, o IPTU, a mulher que divide a vaga do prédio comigo, o motoqueiro que me manda ir mais para o lado, a garota que fala caipira, aquele cara que você sabe quem é. Hoje eu não odiei nada nem ninguém. Eu apenas fiquei lembrando, a cada segundo, que você se desesperou pra encontrar meu brinco de coração. Você quis encontrar meu coração pequenininho no escuro. E você encontrou. E você salvou meu dia, minha semana. E salvar meu dia já são zilhões de quilômetros. Você é meu herói.

(..)

Eu posso sentir isso de novo. Que bom. Achei que eu ia ser esperta pra sempre, mas para a minha grande alegria estou me sentindo uma idiota. Sabe o que eu fiz hoje? As pazes com o Bob Marley, com o Bob Dylan e até com o ovomaltine do Bob’s. As pazes com os casais que se balançam abraçados enquanto não esperam nada, as pazes com as pessoas que não sabem ver o que eu vejo. E eu só vejo você me ensinando a dar estrela. Eu só vejo você enchendo minha vida de estrelas. Se você puder, não tenha medo. Eu sou só uma menina que voltou a ver estrelas. E que repete, sem medo e sem fim, a palavra estrela no mesmo parágrafo. Estrela, estrela, estrela. Zilhões de vezes.

– Tati Bernardi

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Cartas
Não olham nos olhos
Foi bem mais fácil escrever
Dentro de cada palavra
Vai um pouquinho do meu coração
Um verso de amor não conhece a timidez
Nem treme na presença de quem ama
Um verso de amor vai tomar o meu lugar
Quem sabe ele me ajuda a confessar
Você vai ler
Que tudo em mim
Pede o fim do silêncio
Esperar
Já não é o bastante
E vai saber
Que o meu amor
É maior que tudo
E está escrito
Que é seu pra sempre
Dentro de cada palavra
Eu me desenho inteiro pra você
Cartas
Esperam resposta

“Querida Maria,
Não podemos continuar com esta relação. A distância que nos separa, é demasiado longa. Tenho que admitir que te tenho sido infiel já por duas vezes desde que te foste embora e acredito que nem tu, nem eu merecemos isto! Portanto, penso que é melhor acabarmos tudo!
Por favor, manda de volta a foto minha que te enviei.
Com Amor,
João.”

Maria recebeu a carta e, muito magoada, pediu a todas os suas colegas que lhe emprestassem fotos dos seus namorados, irmão,amigos,tios,primos,etc. Juntamente com a foto de João, colocou todas as outras fotos que conseguiu recolher com suas colegas, em um envelope.
No envelope que enviou à João estavam 57 fotos juntamente com uma nota que dizia:

“Querido João,
Peço desculpas, mas não consigo me lembrar quem tu és!
Por favor, procura a tua foto no envelope e me envia de volta, as restantes!
Com Carinho, Com muito, muito amor…
Maria”

MORAL DA HISTÓRIA:
Mesmo derrotado… é preciso SABER arrasar O INIMIGO.’

‘Feliz todos os dias para ti. Feliz todas as horas. Você é um cara tão especial para mim. Porque você pintou no momento em que eu pensava que havia perdido o interesse pela paixão. E mesmo a tua recusa e mesmo o teu estranhamento inicial, apesar dele, eu ainda te adoro da mesma forma. De um jeito tão particular e tão inteiro que talvez você não compreenda jamais, que talvez eu não seja capaz de me fazer entender nunca. Eu abriria mão de muitos vícios por você. Um amor não é só o amor no peito. Um amor é também essa falha na comunicação. Essas imperfeições no querer de um e no compreender do outro. Eu te quero tão bem. Eu só te quero bem, aliás. Eu vou curtir o meu show. Boa noite, boa todas as noites sempre. De coração. Onde eu estiver de noite, eu vou lembrar você.’

– Egídio La Pasta Jr