Just in Time

Desperdício está no amor que não damos

Posted on: junho 4, 2008

Esse seu jeito de cruzar os braços, negar seu sorriso e bufar, entre olhares raivosos.

– Não me toque Marcelo! Não me toque!

Você fica ali, sentada na cama, fazendo de conta que a TV te interessa, enquanto me olha com rabo de olho. Só pra se certificar de que eu ainda estou por perto pra assistir sua dança de gestos raivosos. Eu no computador, procurando escrever algum texto perdido, esperando você se lembrar de que é tudo bobagem. Mas você sabe que eu não agüento muito tempo sem estar com seu corpo em meus braços.
E me aproximo sorrateiro, sentando ao seu lado.
Você não diz nada, apenas se afasta mais um pouco, e eu me aproximo mais dois poucos.

– Nem vem Marcelo! Nem vem!

Procuro conter meu sorriso e me deixo tocar suas pernas com mãos de saudade. É quando volta seu discurso de ira, deixando bem claro que ainda me odeia, sem nunca afastar seus olhos de um filme qualquer. Eu apenas a ouço, olhando sedento sua boca perfeita mostrar seu ciúme. Acaricio seu rosto, encontro seu olhos, e a beijo com sede. Você resiste sem força, me dá soquinhos no peito, mas se rende ao desejo.
Calando sua raiva e a fazendo lembrar de quem somos…

 

– roubado do novas amenidades

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