Just in Time

Archive for junho 2008

“Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as conseqüências.”

 

– Osho

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Desde que seja assim a cada vez que eu te olhar
Desde que fique assim a cada vez que eu cantar
Desde que seja assim a cada vez que eu sonhar
E que eu sonhe assim a cada vez que acordar

Um brinde a nós dois. Que a vida reuniu, separou, fragmentou e não conseguiu, simplesmente não conseguiu derrubar porque nós somos pessoas melhores – e também piores – porque estamos juntos.

Enquanto eles atravessam todas as águas do mundo para te ver, eu vejo tudo da outra margem. A margem distante. Contorno da saudade. Limite do tempo, do corpo, das mãos. Olha amor, vê como eles mergulham fundo e vão mais longe pra te ver. Só trago comigo a certeza de que o tempo sempre muda, os ventos sempre transitam e um dia desses você vai ter que voltar. Vai cair em si e ver que a sua próxima terra firme já é um território meu. Mas até lá o amor já terá me dado tantos caldos que eu estarei te esperando, exausto, com o pé na beirinha d’água, jogando pedrinhas que nem ferem mais o mar.

Eu me descubro ainda mais feliz a cada pedaço seu e de tudo o que é seu. Eu amo tanto o seu banheiro com as combinações em verde e a chuva fina do chuveiro, que chorei essa manhã enquanto você tomava taffman-e e ouvia música eletrônica.
Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer. Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre?
Eu descobri que tentar não ser ingênua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa, eu descobri que vale a pena ficar três horas te olhando sentada num sofá mesmo que o dia esteja explodindo lá fora. E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam.
Quando a gente foi ver o pôr-do-sol na Praça pôr-do-sol, eu, você e a Lolita, a minha cachorrinha mala, e a gente ficou abraçado, e a gente se achou brega demais, e a gente morreu de rir, eu senti um daqueles segundos de eternidade que tanto assustam o nosso coração acostumado com a fugacidade segura dos sentimentos superficiais. Eu olhei para você com aquela sua jaqueta que te deixa com tanta cara de homem e me senti tão ao lado de um homem, que eu tive vontade de ser a melhor mulher do mundo.
E eu tive vontade de fazer ginástica, ler, ouvir todas as músicas legais do mundo, aprender a cozinhar, arrumar seu quarto, escrever um livro, ser mãe. E aí eu só olhei pra bem longe, muito além daquele Sol, e todo o meu passado se pôs junto com ele. E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia.
Eu te engoli e você é tão grande pra mim que eu dedico cada segundo do meu dia em te digerir. E eu não tenho mais fome, e eu tenho que ter fome porque eu não quero você namorando uma magrela. E eu sonhei com você e acordei com você, e eu te olhei e falei que eu estava muito magrela, e você me mandou dormir mais, e me abraçou. Eu preciso disfarçar que não paro mais de rir, mas aí olho pra você e você também está sempre rindo. Se isso não for o motivo para a gente nascer, já não entendo mais nada desse mundo. E eu tento, ainda refém de algumas células rodriguianas que vez ou outra me invadem, tentar achar defeito na gente, tentar estragar tudo com alguma sujeira. Mas você me deu preguiça da velha tática de fuga, você me fez dormir um cd inteiro na rede e quando eu acordei o mundo inteiro estava azul.
Engraçado como eu não sei dizer o que eu quero fazer porque nada me parece mais divertido do que simplesmente estar fazendo. Ainda que a gente não esteja fazendo nada.
Eu, que sempre quis desfilar com a minha alegria para provar ao mundo que eu era feliz, só quero me esconder de tudo ao seu lado.
Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus emails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas. Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja. Uma esponja rosa porque você me transformou numa menina cor-de-rosa.
Você me transformou no eufemismo de mim mesma, me fez sentir a menina com uma flor daquele poema, suavizou meu soco, amoleceu minha marcha e transformou minha dureza em dança. Você quebrou minhas pernas, me fez comprar um vestido cheio de rendas e babados, tirou as pedras da minha mão.
Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas, eu te quero como meu ponto final.

– Tatiane Bernardi

É engraçado ter você de novo. Engraçado e estranho. Engraçado, estranho e maravilhoso.

Me assusta pensar que depois de dois anos juntos e quatro anos separados a sensação que tenho é de te conhecer há 10 e te amar há 20. Me emociona ver um amor desse jeito. Do nosso jeito. Um jeito que sem nenhuma pretensão passou a envolver tantas pessoas que torcem por nós dois, o que me faz sentir que sou a mocinha de alguma novela das 9. Cansa um pouco ouvir das mesmas pessoas a frase: ” Vocês nunca deviam ter se separado.”. Eu discordo. Devíamos sim!

Nunca entendi. Nunca ME entendi. Nunca soube explicar o real motivo do nosso fim, da minha fuga. Por que sim, eu fugi. Fugi de um amor cheio de promessas… promessa de ser pleno, de ser eterno, de ser perfeito.. e a perfeição assusta e muito! Mas hoje eu sei o por que de tudo. Eu precisava dessa fuga, desse intervalo de tempo. Eu precisava ter certeza que o que há entre nós é maior do que tudo aquilo que parece existir por aí.

Eu acho que o meu amor por você fingiu morrer só pra nunca deixar de viver, pra nunca deixar de ser amor, esse amor amor pleno, eterno e perfeito. E principalmente, pra nunca ver o fim do teu amor por mim.

E agora que estamos novamente lado a lado eu consigo enxergar: era o meu destino!

Eu sei, nós temos sorte. Acho que somos as pessoas mais sortudas do mundo e digo isso por que acredito que quando se é a pessoa mais sortuda desse planeta a pesoa que você ama decide te amar em troca. E  eu que por tanto tempo lutei contra esse sentimento hoje, dia 22 de Junho de 2008, mais do que nunca quero vivê-lo.

Faz tempo, mas parece que foi ontem. Você me deu um beijo e mudou toda a minha história. Já não consigo me imaginar com outro alguém sem ser você.

Você entrou na minha vida e lentamente se apossou do meu amor… me fez sentir paixão, alegria, medo e a dor da tua ausência. Eu estava nervosa quando te encontrei.

E quer saber? Acho que ainda estou.

Eles não se empenham apenas em fazer o outro feliz, com atitudes piegas ou palavras carregadas com aquela leve brisa que alivia e depois abafa. Eles cumprem a tarefa, ainda mais difícil, de serem felizes um com o outro.
Esqueceram os relógios, não se baseiam por aquele calendário gregoriano, substituem Celsius por Farenheinte, criam seus próprios verbos e os conjugam ora perfeitos, ora imperfeitos. Não há expectativas que possam causar uma futura frustração.
E enquanto ele pisca para ela, ela acena para ele, outra piscada e ela mexe no cabelo, numa sincronia perfeita, movimentos que se completam, frases inaudíveis e sintomas de que dali em diante só tomarão café na mesma xícara. Com muito açúcar…