Just in Time

Archive for abril 14th, 2008

“Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
[
E eu vou sobreviver…]
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber”


Lulu Santos . Apenas Mais Uma de Amor

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“Eu espero que o anel que você deu à ela
Deixe o dedo dela verde
Eu espero que quando estiver na cama com ela,
Você pense em mim
Eu jamais desejaria coisas ruins
Mas não desejo que vocês fiquem bem
Você pode falar sobre as chamas que queimaram suas palavras?

Eu nunca li sua carta porque eu já sabia o que estava escrito
Tentando me dar aquela resposta de Escola Dominical,
Tentando fazer parecer tudo bem

Dói saber que eu nunca estarei lá?
Aposto que é uma droga ver meu rosto em todo o lugar
Foi você que quis terminar dessa maneira
Eu fui a última a saber
Você sabia exatamente o que iria fazer
Não diga que você perdeu o rumo
Ela pode acreditar em você
Mas eu nunca acreditarei
Nunca mais

Se ela realmente sabe a verdade
Ela te merece
Uma esposa de troféu, oh que fofo!
A ignorância é uma benção
Mas quando seu dia chegar
E ele terminar com você ,
E ele vai terminar com você,
Vocês irão morrer juntos mas sozinhos.

Você me escreveu em uma carta
O que não teve coragem de dizer na minha cara
Me deu aquela resposta de Escola Dominical.
Arrependa-se a vontade!

Nunca mais vou te ouvir
Nunca mais vou sentir sua falta
Nunca mais vou cair na sua
Nunca.
Nunca mais vou te beijar
Nunca mais vou te querer
Nunca mais vou te amar
Nunca!”

Never Again – Kelly Clarkson

Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.

Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente. Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.

Primeiro tirou a máscara: “Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto”.

Então ela desfez-se da arrogância: “Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história.”

Era o pudor sendo desabotoado: “Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou”.

Retirava o medo: “Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei”.

Por fim, a última peça caía, deixando-a nua
“Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui”.

E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.

– Martha Medeiros