Crises de Amor

Junho 29, 2009 at 5:25 pm (Sem-categoria, minha verdade)

São as crises de amor
Nem por isso te amo menos
Nem por isso, nem por nada
Não adianta nem tentar novos caminhos
Quando é fácil consertar a velha estrada.
Conhecemos mil segredos um do outro
Muitas vezes nos amamos confiantes
Conheci você no auge do amor
E você me conheceu no mesmo instante.

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Você invade mais um lugar em que não estou.

Maio 14, 2009 at 12:54 pm (Sem-categoria)

Olha eu,

Ouvindo teus sambas, curtindo teu futebol, assistindo teus filmes, dizendo ‘oi’ pro’s teus amigos, agradando tua familia.

Olha eu,

Fazendo tua comida, lavando tuas roupas, limpando teus sapatos, colocando tua sujeira pra debaixo do tapete.

Olha eu,

Querendo que você se lembre de mim também, decorando tuas mensagens, lendo os teus olhares.

Olha eu,

Apaixonada pelo cara errado (de novo.)

 

 

Retirado daqui: http://priconceitos.wordpress.com/

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P & B

Maio 2, 2009 at 11:07 pm (Sem-categoria)

É que quando você vai, os cheiros vão com você e vai, também, a minha vontade de rimar.
Quando você vai o dia escurece e eu preciso de uma luminária, de uma lamparina e de um vaga-lume pra ver se não me perco no caminho de casa.
Quando você vai, fica tudo preto e branco, muito mais preto inclusive, e as cores esquecem como são, somem.
Resumindo, quando você vai e eu fico, me dá vontade de não sentir, porque é melhor não sentir nada a sentir isso.

[Rani Ghazzaoui]

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Livro do autoconhecimento humano

Abril 24, 2009 at 4:41 pm (Sem-categoria)

sofremos até a página sete
amamos o próximo até a página três
temos certeza absoluta até a página dois
gostamos de peixe cru até a página nove
achamos a julia roberts bonita até a página cinco
conversamos como adultos até a página seis
pensamos na camada de ozônio até a página oito
acreditamos no ser humano até a página um
aceitamos o mundo como ele é até a página quatro
mas julgamos
julgamos sempre
pela capa.

- Marcelo Ferrari

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De que planeta você é?

Abril 13, 2009 at 2:18 am (Sem-categoria)

Oi! Meu nome é Nathalia, tenho 21 anos, moro no Rio de Janeiro, sou Técnica em Edificações e me formo em Letras no fim do ano.  Comecei a postar aqui por pura falta do que fazer, e hoje posto pouco por excesso de coisas para fazer!

O /beforeesunsett tem pouco mais de um ano e – surpreendentemente –  muitas visitas!!!! A não ser que este contador esteja total maluco tem gente demais vindo aqui ler as doideiras que eu posto e isso me deixa muito feliz!

Comenta cara! Fala teu nome, tua cidade, teus problemas. Fala se tá bom, se tá ruim… mas diz alguma coisa!

Diz de que planeta você é!?

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Encarar o sol

Abril 4, 2009 at 2:20 am (Sem-categoria)

Acho que eu digo tantas bobagens porque sei mesmo que no final de tudo a gente não vai se perder. As minhas palavras são ásperas porque as minha emoções oscilam, mas é tudo medo de te perder por algum motivo dessa vida e acabar tendo que me esconder nas minhas mentiras de novo pra, de novo, tentar encarar o sol sem ter você. É por isso que eu sempre seguro sua mão com força, é por isso que meu abraço às vezes te sufoca e que meu coração grita tão alto que te envergonha. A verdade é que eu tinha muitas teorias de liberdade e independência, mas é verdade também que eu, antes de tudo isso, nunca tinha entendido o que era mesmo o amor nessa vida.

- Rani Ghazzaoui

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Amor não se pede

Abril 3, 2009 at 1:46 am (Sem-categoria)

É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito.
Tanto amor querendo fazer alguém feliz.
Tanto amor querendo escrever uma história,
Mas só escrevendo este texto amargurado.
É triste saber que falta alguma coisa
E saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer,implorar.
É triste lembrar como eu ria com ele.
Mas amor, você sabe, amor não se pede.
Amor se declara: sabe de uma coisa? Ele sabe, ele sabe.

- Tati Bernardi

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Páginas Arrancadas

Abril 2, 2009 at 12:28 am (Sem-categoria)

Sinto saudades da nossa conversa ao pé do ouvido, palavras doces seguidas de muitos gemidos.  Sinto saudades de fazer as pazes na nossa cama desarrumada e escrever nosso livro de novo sem páginas arrancadas. Aquele telefonema que você me deu, por quê não atendi mais cedo? Ainda havia tempo pra tudo, sobravam tantas horas no mundo. Eu sei que gritei na hora errada e você me respondeu com pedradas, sei também que falamos bobagens e que alteramos um pouco a voz. Seria muito para nós, fazer girar as rodas do moinho? Aquele telefonema que você me deu, por quê não atendi mais cedo?

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Conchinhas…

Março 29, 2009 at 6:08 pm (Sem-categoria)

“Todos os amores são conchas vazias, todos os corações um dia são partidos. Mas quando a gente encontra alguém pra deitar do nosso lado e contar estrelas com a gente, é como se uma pérola só nossa brotasse dentro da concha e fizesse a gente esquecer o escuro e a solidão. Eu sei que você tem medo e eu também tenho, mas a vida veio pra ser vivida e, se um dia roubarem a sua pérola tenha apenas uma certeza: você não vai morrer. E quando menos esperar outra pérola nasce. O nosso amor é burro, mas é bom. Quem escolhe se esconder dele por segurança não se machuca, é fato.
Mas também nunca conta estrelas de madrugada e nem, no final da vida, tem um colar de lembranças para contar.”

- Rani Ghazzaoui

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O que eu quero de você

Março 28, 2009 at 4:41 pm (Sem-categoria)

“Quero acordar do seu lado num domingo de manhã e saber que não temos hora para sair da cama. E, depois, ir tomar café na padaria e ler o jornal com você. Quero ouvir você me contar sobre o trabalho e falar detalhadamente de pessoas que eu não conheço, e nem vou conhecer, como se fossem meus velhos amigos. Quero ver você me olhar entre um gole de café e outro, sem nada para dizer, e apenas sorrir antes de voltar a folhar o caderno de cultura. Quero a sua mão no meu cabelo, dentro do carro, no caminho do seu apartamento.
Quero deitar no sofá e ver você cuidar das plantas, escolher a playlist no ipod e dobrar, daquele seu jeito metódico e perfeccionista, as roupas esquecidas em cima da cama. E que, sem mais nem menos, você desista da arrumação, me jogue sobre a bagunça, me beije e me abrace como nunca fez antes com outra pessoa. E que pergunte se eu quero ver um DVD mais tarde. Quero tomar uma taça de vinho no fim do dia e deitar do seu lado na rede, olhando a lua e ouvindo você me contar histórias do passado. Quero escutar você falar do futuro e sonhar com minha imagem nele, mesmo sabendo que eu provavelmente não estarei lá. Quero que você ignore a improbabilidade da nossa jornada e fale da casa que teremos no campo. Quero que você a descreva em detalhes, que fale do jardim que construiremos, e dos cachorros que compraremos. E que faça tudo isso enquanto passa a mão nas minhas costas e me beija o rosto. Quero que você nunca perca de vista a música da sua existência, e que me prometa ter entendido que a felicidade não é um destino, mas a viagem. E que, por isso, teremos sido felizes pelos vários domingos na cama e pelos sonhos que comparilhamos enquanto olhávamos a lua. Que você acredite que não me deve nada simplesmente porque os amores mais puros não entendem dívida, nem mágoa, nem
arrependimento. Então, que não se arrependa. Da gente. Do que fomos. De tudo o que vivemos. Que você me guarde na memória, mais do que nas fotos. Que termine com a sensação de ter me degustado por completo, mas como quem sai da mesa antes da sobremesa: com a impressão que poderia ter se fartado um pouco mais. E que, até o último dia da sua vida, você espalhe delicadamente a nossa história, para poucos ouvintes, como se ela tivesse sido a mais bela história de amor da sua vida. E que uma parte de você acredite que ela foi, de fato, a mais bela história de amor da sua vida. Que você nunca mais deixe de pensar em mim quando for a Londres,
escutar Dream’ Bout Me ou ler Nick Hornby. E, por fim, que você continue a dançar na sala. Para sempre. Mesmo quando eu não estiver mais olhando.”

- Milly Lacombe

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