Saigon

Agosto 3, 2009 at 7:17 pm (Música, amor)

“Tantas palavras
Meias palavras
Nosso apartamento, um pedaço de Saigon
Me disse adeus no espelho com batom

Vai minha estrela
Iluminando
Toda esta cidade como um céu de luz neon

Seu brilho silencia todo som
Às vezes você anda por aí
Brinca de se entregar
Sonha pra não dormir

E quase sempre eu penso em te deixar
E é só você chegar pra eu me esquecer de mim

Anoiteceu
Olho pro céu e vejo como é bom
Ver as estrelas na escuridão.
Espero você voltar pra Saigon.”

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Sua menina

Janeiro 17, 2009 at 1:35 pm (Achados, amor)

E é com leveza sublime e felicidade religiosa, de quem muito acreditou num milagre, que olho nos seus olhos hoje em dia. É com maquiagem adulta e salto fino de mulher que depois de tantos anos fui virar sua menina. É estranho, e delicado, e prazeroso, e engraçado. É tão intimista e complusivo ter você, finalmente, a meio centímetro de mim.

E dói a barriga, dói a cabeça, dói o peito. Dói, dói, dói, dói tudo a cada vez que eu tento pensar em você. Dá um nó no estômago de pensar que o mundo deu tantas voltas e foi parar de novo bem aqui, nesse ponto mal acabado da nossa história. Essa história louca que não tinha tido um fim pelo simples fato de que nunca tinha tido um começo.

E o começo começou bem no começo do meu desprendimento. Finalmente eu pude ver o final das coisas que finalizavam qualquer hipótese de um dia haver um final feliz com você. Porque eu era criança, eu era lilás, eu sorria de peito aberto pro mundo. E você era marmanjo, era irmão mais velho, era primo postiço achando que meu amor era adolescente. Eu sentava no chão da escola e olhava o jeito que você olhava todas aquelas meninas que nunca me olharam. Você sentava do meu lado e fraternalmente me abraçava. O meu coração explodia, mas minha alma nunca gozava.

E aí você namorou, e namorou, e namorou… E eu sempre fiquei namorando a hipótese de um dia namorar você. Procurando em todos os namorados que tive a delicadeza que era sua, o carinho fraterno que moveu a minha admiração adolescente durante todos aqueles anos confusos de auto-conhecimento e baixa auto-estima. Por mais distante que fosse a minha lembrança, nada nunca arrancou do meu coração calejado a infância cor-de-rosa que eu tive com você.

Pode parecer estranho, e meloso, e piegas. Pode parecer mentira, e exagero, e perfeição demais. Pode parecer carência, e ilusão, e passado. Pode parecer rápido, e confuso, e futuro. Pode parecer tanta coisa junta que pra mim já não faz diferença. Pode parecer tanta coisa e todas essas coisas serem mentiras separadas que formam a minha verdade universal.

E você pode ser de uma delas, você pode ser só dela, você pode ser só seu. Nós podemos ser o que nós quisermos e podemos continuar sendo um do outro. Eu posso escrever um livro, virar redatora, virar gente grande de verdade. Nós podemos ser o que sempre fomos e só nós dois sempre soubemos. Você pode ser o doutor para todos os outros, mas pra mim você nunca vai deixar de ser o moleque que me arranca o bico da cara e me tira a pose do corpo. Nós podemos fingir que não estamos tocados e seguirmos nossas vidas paralelamente só pra não variar o nosso conhecimento mútuo. Mas ainda que isso aconteça nada tira da minha cabeça que valeu a pena esperar esse tanto, e que, se fosse preciso, eu esperaria tudo de novo.
[Rani Ghazzaoui]

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ABSOLUTO!

Novembro 23, 2008 at 4:34 pm (amor, minha verdade)

Não tenho nada que me prove a existência de Deus e, mesmo assim, Ele continua sendo o absoluto dos meus dias. Nunca choveu maná no quintal da minha casa e a imagem que tenho da Virgem Maria nunca derramou uma
lágrima. O que tenho aqui é esta mão machucada, este dedo sangrando, este nó na garganta, este humano desconsolo, esta dor, esta cor e este olhar desconcertante de Deus, deixando-me sem jeito ao dizer que me ama..

- Pe. Fábio de Melo

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Tatuagem

Agosto 25, 2008 at 7:14 pm (Achados, amor)

Sei de cór cada lugar teu
Atado em mim, a cada lugar meu
Tento entender o rumo que a vida nos faz tomar
Tento esquecer a mágoa
Guardar só o que é bom de guardar

Pensa em mim protege o que eu te dou
Eu penso em ti e dou-te o que de melhor eu sou
Sem ter defesas que me façam falhar
Nesse lugar mais dentro
Onde só chega quem não tem medo de naufragar

Fica em mim que hoje o tempo dói
Como se arrancassem tudo o que já foi
E até o que virá e até o que eu sonhei
Diz-me que vais guardar e abraçar
Tudo o que eu te dei

Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
E o mundo nos leve pra longe de nós
E que um dia o tempo pareça perdido
E tudo se desfaça num gesto só

Eu vou guardar cada lugar teu
Ancorado em cada lugar meu
E hoje apenas isso me faz acreditar
Que eu vou chegar contigo
Onde só chega quem não tem medo de naufragar.

- Mafalda Veiga

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One Wish

Agosto 21, 2008 at 6:58 pm (Achados, amor)

If I could have just one wish,
I would wish to wake up everyday
to the sound of your breath on my neck,
the warmth of your lips on my cheek,
the touch of your fingers on my skin,
and the feel of your heart beating with mine…
Knowing that I could never find that feeling
with anyone other than you.

- Courtney Kuchta

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Sempre assim.

Agosto 17, 2008 at 7:30 pm (amor)

Natural,
Entre a gente é tudo tão assim
Parece que eu fui feita pra você e quem sabe você pra mim.
Perfeição,
Eu não acredito não.
Se mesmo com defeitos é tão bom, pra que tão perfeito assim?
Deixa pra lá, tá muito cedo pra tentar pensar
Em quantas eternidades pode durar esse nosso amor
É bom assim: sem início, meio e fim.
Sem saber onde eu termino pra você ou onde você começa pra mim.
Amizade,
Tem coisa mais gostosa do que carinho de verdade?
Quando você encosta em mim, é metade com metade.
Deixa ser…
Nao tem mais nada a perder depois de tudo que ganhei
Se não der certo pode ser, quem sabe o prazer do tentei
Sem temer, sem forçar, sem chorar…
É pra ser assim.
Eu quero estar em você o tempo que permanecer em mim
E o pra sempre nem tem tanta importância
Se eu não sei a distância do seu olhar até o fim,
Se me perco nos teus olhos e nos teus braços deve ser de verdade
E se for …
…que seja assim.

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Devolve

Agosto 4, 2008 at 7:19 pm (Achados, amor)

Devolve toda a tranqüilidade
Toda a felicidade
Que eu te dei e que perdi
Devolve todos os sonhos loucos
Que eu construí aos poucos
E te ofereci
Devolve, eu peço, por favor,
Aquele imenso amor
Que nos teus braços esqueci
Devolve, que eu te devolvo ainda
Esta saudade infinda
Que eu tenho de ti.

- Mario Lago

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Você está fora de moda?

Julho 29, 2008 at 12:14 am (amor, minha verdade)

Se não estivesse fora de moda eu ia falar de amor. Daquele amor sincero, olhos nos olhos, frio na barriga, aquela dorzinha gostosa de ter muito medo de perder tudo. Daqueles momentos que só quem já amou um dia conhece bem. Daquela vontade de repartir, de conquistar todas as coisas.
Se não estivesse fora de moda eu ia falar de sinceridade. Sabe, aquele negócio antigo de fidelidade, respeito mútuo e outras coisas mais. Aquela sensação que embriaga mais que a bebida, que é ter numa pessoa só tudo o que procuramos em muitas.
E depois eu ia até falar algo como felicidade. Mas é pena que a felicidade, há muito tempo esteja fora de moda..
Eu me sinto feliz por estar fora de moda e você?

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Os teus pés

Julho 15, 2008 at 4:02 pm (Achados, amor)

Quando não posso contemplar teu rosto,
contemplo os teus pés.

Teus pés de osso arqueado,
teus pequenos pés duros.

Eu sei que te sustentam
e que teu doce peso
sobre eles se ergue.

Tua cintura e teus seios,
a duplicada púrpura
dos teus mamilos,
a caixa dos teus olhos
que há pouco levantaram vôo,
a larga boca de fruta,
tua rubra cabeleira,
pequena torre minha.

Mas se amo os teus pés
é só porque andaram
sobre a terra e sobre
o vento e sobre a água,
até me encontrarem.

- Pablo Neruda

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Se não era amor…

Julho 14, 2008 at 3:35 pm (Achados, amor)

Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo.
Eu bati a 200 km por hora e estou voltando á pé pra casa, avariada.
Eu sei, não precisa me dizer outra vez.
Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos.
Talvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu pátio, do meu quarto, das minhas bonecas.
Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu não amei aquele cara.
Eu tenho certeza que não. Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.
Não era amor,era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros.
Não era amor, eram dois celulares desligados.
Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno.
Não era amor, era sem medo. Não era amor. Era melhor.

- Martha Medeiros

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