Carta Anônima
‘Tenho trabalhado tanto, mas penso sempre em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assentada aos poucos e com mais força enquanto a noite avança. [...] Daí penso coisas bobas quando, sentado na janela do ônibus, depois de trabalhar o dia inteiro, encosto a cabeça na vidraça, deixo a paisagem correr, e penso demais em você.’
[...]
Boas e bobas, são as coisas todas que penso quando penso em você.
In: Morangos Mofados – Caio Fernando Abreu